Durante o encerramento da 21ª CineOP — Mostra de Cinema de Ouro Preto, o troféu Vila Rica foi entregue ao documentário autobiográfico Irritante Prodígio, de Luiza Lindner. Trata-se do único prêmio do evento mineiro, dedicado exclusivamente ao filme com melhor uso de materiais de arquivo.
A escolha foi efetuada por Anita Leandro, João Luiz Vieira e Gabriela Lima Gomes, entre cinco longas-metragens em competição. Segundo os jurados, “o filme se destaca pela adequação da forma com conteúdo e se enriquece trazendo o próprio corpo como arquivo”.

No projeto, Lindner revela dez anos de sua infância e juventude, quando sofreu com inúmeros problemas de saúde mental e física — depressão, crises de pânico, anorexia, bulimia —, que resultaram em seis tentativas de suicídio. Ela expõe esta crise de maneira bastante frontal, a partir de imagens captadas de seu próprio corpo.
Leia a crítica do Meio Amargo.
Este é o primeiro longa-metragem da cineasta, produzido de maneira totalmente independente e individual. Lindner aproveitou para pedir ao público presente uma ajuda para que o filme circule para além do circuito de festivais.



