Em A Margem do Rio, Izaquiel (Caique Copque) trabalha como faxineiro em um supermercado no Recife. À noite, ele frequenta os mangues, onde se encontra com outros homens gays, incluindo o misterioso Jeremias (Ítalo Martins).
Mas conforme o rapaz consegue o cargo de auxiliar de limpeza em um culto evangélico, ele começa a sofrer a pressão de um pastor (Robério Diógenes). Ao mesmo tempo, notícias de assassinatos de homens gays se multiplicam pela cidade, colocando Izaquiel e suas amigas (Renna Costa, Artia e Ísis Broken) em apuros.
O longa-metragem tem direção de Enock Carvalho e Matheus Farias, a dupla que já tinha explorado o cruzamento entre sexualidade, política e religião em filmes como Caranguejo Rei, Inabitável e Queimando por Dentro.
A Margem do Rio foi premiado no Festival de Locarno, e venceu cinco troféus no Festival do Rio. Os diretores e o elenco conversaram com o Meio Amargo sobre esta mistura de drama e suspense, que capta as contradições do Brasil atual, durante a exibição na 50ª Mostra de Cinema de São Paulo.



