Na noite de 20 de setembro de 2025, foram conhecidos os vencedores do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento distribuiu mais de cinquenta troféus em diversas categorias, consagrando, na competição principal, o longa-metragem Futuro Futuro como o grande vencedor. A ficção científica de Davi Pretto, que imagina um mundo de pessoas sem memória, alimentando-se de imagens produzidas por inteligência artificial, levou quatro troféus Candango.
Além dele, a comédia de ação Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte, venceu três prêmios (incluindo melhor filme pelo júri popular), e o drama Corpo da Paz, de Torquato Joel, ficou com quatro estatuetas. O drama histórico Quatro Meninas, de Karen Suzane, também recebeu três distinções.
Entre os curtas-metragens, vitória de Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini, enquanto Couraça, A Pele do Ouro, Replika e Ajude os Menor também venceram prêmios importantes.
Na Mostra Brasília, os dois principais troféus foram entregues ao longa-metragem Maré Viva, Maré Morta, ao passo que o curta-metragem Rainha se destacou em sua categoria.

Confira abaixo os filmes premiados na edição 2025:
Mostra Competitiva de Longas-Metragens
Melhor Longa-Metragem (Júri Oficial): Futuro Futuro, de Davi Pretto
Melhor Longa-Metragem (Júri Popular): Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte
Prêmio Especial do Júri: Quatro Meninas, de Karen Suzane
Melhor Direção: Karol Maia (Aqui Não Entra Luz)
Melhor Roteiro: Davi Pretto (Futuro Futuro)
Menção Honrosa do Júri: Zé Maria Pescador (Futuro Futuro)
Melhor Ator: Murilo Benício (Assalto à Brasileira)
Melhor Atriz: Dhara Lopes (Quatro Meninas)
Melhor Ator Coadjuvante: Christian Malheiros (Assalto à Brasileira)
Melhor Atriz Coadjuvante: Maria Ibrain (Quatro Meninas)
Melhor Montagem: Bruno Carboni (Futuro Futuro)
Melhor Edição de Som: Bruno Alves (Corpo da Paz)
Melhor Trilha Sonora: Haley Guimarães (Corpo da Paz)
Melhor Direção de Arte: Romero Sousa (Corpo da Paz)
Melhor Fotografia: Rodolpho Barros (Corpo da Paz)
Mostra Competitiva de Curtas-Metragens
Melhor Curta-Metragem (Júri Oficial): Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini
Melhor Curta-Metragem (Júri Popular): Couraça, de Susan Kalil e Daniel Arcades
Melhor Direção: Piratá Waurá e Heloísa Passos (Replika)
Melhor Roteiro: Patri, Marcela Ulhôa, Daniel Tancredi e Yare Perdomo (A Pele do Ouro)
Melhor Fotografia: Daniel Tancredi (A Pele do Ouro)
Melhor Ator: Os 4 “Menor” (Ajude os Menor)
Melhor Atriz: Laís Machado (Couraça)
Melhor Montagem: Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini
Melhor Edição de Som: Replika, de Piratá Waurá e Helisa Passos
Melhor Trilha Sonora: Paulo Gama (Ajude os Menor)
Melhor Direção de Arte: Rosana Urbes (Safo)
Mostra Brasília
Melhor Longa-Metragem (Júri Oficial): Maré Viva, Maré Morta, de Cláudia Daibert
Melhor Longa-Metragem (Júri Popular): Maré Viva, Maré Morta, de Cláudia Daibert
Melhor Curta-Metragem (Júri Oficial): Três, de Lila Foster
Melhor Curta-Metragem (Júri Popular): Rainha, de Raul de Lima
Melhor Direção: Edileuza Penha e Edymara Diniz (Vozes e Vãos)
Melhor Roteiro: Clara Maria Matos (O Cheiro do Seu Cabelo)
Melhor Ator: Leonardo Vieira Teles (A Última Noite da Rádio)
Melhor Atriz: Tuanny de Araújo (Terra e Notas Sobre a Identidade)
Melhor Fotografia: Elder Miranda Jr (Dois Turnos)
Melhor Montagem: Raul de Lima (Rainha)
Melhor Edição de Som: Olivia Hernandez (Maré Viva, Maré Morta)
Melhor Trilha Sonora: C-Afrobrasil (Rainha)
Melhor Direção de Arte: Douglas Queiroz (A Última Noite da Rádio)
Prêmio SESC-DF de Cinema: Maré Viva, Maré Morta, de Cláudia Daibert;
Rainha, de Raul de Lima; Dois Turnos, de Pedro Leitão; e O Cheiro do seu Cabelo, de Clara Maria Matos
Mostra Caleidoscópio
Melhor Filme (Júri FIPRESCI – Federação Internacional de Críticos de Cinema): Uma Baleia Pode Ser Dilacerada Como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe Bragança
Melhor Filme – Prêmio Jean-Claude Bernardet (Júri Jovem UnB): Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela
Prêmios Especiais
Melhor Filme de Temática Afirmativa (Júri CODIPIR – Conselho Distrital de Promoção da Igualdade Racial): Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini
Prêmio Canal Brasil de Curtas (Melhor Curta-Metragem): Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades
Prêmio Canal Like (Melhor Longa-Metragem Júri Oficial): Futuro Futuro, de Davi Pretto
Troféu Saruê Correio Brasiliense (Melhor Momento do Festival): José Eduardo Belmonte
Prêmio Marco Antônio Guimarães (Melhor uso de material de memória, pesquisa e arquivo – Júri CPCB): Sérgio Mamberti – Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel
Melhor Curta-Metragem (Júri da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema): Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini
Melhor Longa-Metragem (Júri da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema): Morte e Vida Madalena, de Guto Parente
Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Curta-Metragem (Júri APAN e Centro Afrocarioca de Cinema): Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini
Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Longa-Metragem (Júri APAN e Centro Afrocarioca de Cinema): Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia
Menção Honrosa Zózimo Bulbul: Cantô meu Alvará, de Marcelo Lin
(Foto em destaque: Humberto Araújo / Divulgação)



