Dorival Caymmi, Jorge Amado e Carybé foram mais do que ícones da cultura baiana e nacional. Os três artistas eram igualmente Obás de Xangô, ou seja, protetores do Candomblé, escolhidos entre não-iniciados para defenderem a religião tão atacada por intolerantes.
A conexão entre religiosidade e arte é o tema de 3 Obás de Xangô, premiado documentário de Sérgio Machado. O diretor explica sua conexão profunda com estas figuras locais (Amado apadrinhou sua entrada ao mundo do cinema), e a maneira como o processo de criação o reaproximou de suas raízes e crenças. Ainda explica as ligações de Eduardo Coutinho, Walter Salles e João Moreira Salles com o filme.
Confira a entrevista realizada durante a 20ª CineOP — Mostra de Cinema de Ouro Preto:

