O cineasta André Novais Oliveira é conhecido por alguns dos filmes mais belos e delicados do cinema brasileiro recente: Ela Volta na Quinta, Temporada, O Dia que te Conheci… Agora ele retorna com Se Eu Fosse Vivo… Vivia (2026), história em que sua ternura e o humor tradicionais se encontram com o realismo mágico.
A trama se situa em dois momentos: primeiro, nos anos 1970, quando os adolescentes Gilberto (Jean Paulo Campos) e Jacira (Tainá Evaristo) se apaixonam. Depois, cinquenta anos mais tarde, eles continuam juntos — quando são interpretados por Norberto Novais Oliveira, pai do cineasta, e pela escritora Conceição Evaristo. Mas quando uma perda abala esta rotina, como voltar para casa e seguir em frente?
O filme estreou no Festival de Berlim, e teve sua primeira exibição brasileira na competição oficial do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Nesta entrevista, gravada durante a Berlinale 2026, André Novais Oliveira, Jean Paulo Campos, Tainá Evaristo e o produtor Thiago Macêdo Correia, da Filmes de Plástico, discutem os desafios de uma obra que evoca o falecimento da mãe do diretor pela chave da fantasia.


